Brasão de Armas imprimir

Denominado Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em 1957, a sede do judiciário baiano precisava de um brasão que lhe fosse próprio. O trabalho foi encomendado e realizado pelo artista Victor Hugo C. Lopes e até hoje simboliza o Tribunal. O texto que se segue é a reprodução da apresentação feita, na época, pelo autor. O original, ainda hoje, encontra-se na presidência do Tribunal.

Escudo
Mantelado de azul e vermelho. Sobre este uma balança ajustada a um sabre abatido de prata surmontada por uma estrela de cinco raios do mesmo metal.

Insignias
Três feixes de lictor, de prata, laçados de azul e dispostos em pala.

Lema
"Suum cuique tribuere"

Justificativa e comentário
Na composição das armas desta Instituição foram assumidas de forma plena as figuras clássicas que lhe são próprias. Ostentadas por Themis e Astrea no simbolismo mitológico e consagradas na iconografia cristã, empunhadas por S. Miguel como insignias do Juízo Divino, a balança e o sabre retratam a Justiça, cuja sede e vínculo aludem respectivamente a partição mantelada e a estrela-timbre das Armas do Estado, particularizado nas cores de sua bandeira republicana e que se fazem comuns às cores contidas no escudo. Os feixes de lictor, laçados do esmalte forense, definem a pluralidade de jurisdições do Tribunal, que traz no enunciado do seu lema um dos aforismos fundamentais da Justiça

Victor Hugo C. Lopes

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